terça-feira, 21 de julho de 2009

E o rodízio continua!

Pedro Marotti

Renato Gaúcho volta a ser o treinador do Fluminense e mantém esse rodízio de “sempre os mesmos” técnicos no futebol carioca.

Fãs do esporte! Ontem tivemos a notícia de que Renato Gaúcho acertou sua volta as Laranjeiras para tentar retomar o caminho das vitórias no comando do tricolor carioca. Será a segunda passagem de Renato pelo clube em menos de 1 ano após a fatídica derrota para a LDU pela Libertadores de 2008, no Maracanã.

Agora, uma questão fica martelando a minha cabeça o tempo todo: por que repatriaram um treinador que até pouco tempo atrás, depois da perda desse título, não servia mais para o clube, de acordo com o próprio presidente Roberto Horcades e a torcida? E se agora serve, por que o mandaram embora ano passado? Essa falta de planejamento, amadorismo por parte de dirigentes e equívocos que me irritam no futebol carioca! E o pior é que esse rodízio de “sempre os mesmos treinadores” também! Nomes como os de Ney Franco, Cuca, Renato Gaúcho, Antônio Lopes, Geninho, Marcos Paquetá, entre outros – são sempre cogitados por aqui e nunca dão certo. Em vários casos, eles saem de um clube para outro mesmo não tendo feito um bom trabalho no anterior. Posso citar como exemplo os retranqueiros Ney e Cuca, pois ambos já dirigiram e fizeram campanhas pífias tanto no Flamengo quanto no Botafogo. Cuca até chegou a dirigir o Fluminense e o que se viu foi um fiasco atrás do outro no brasileiro do ano passado.

Sinceramente não vejo em Renato Gaúcho um perfil ideal de treinador para o Fluminense, até porque já sabemos o que ele pode fazer e até onde pode chegar. Está na hora dos clubes do Rio investirem em algo novo, em nomes cujo patamar elevado condiz com as suas grandiosas histórias. Não entendo porque Muricy Ramalho, Luxemburgo, Mano Menezes, Leão, Felipão ou até mesmo o promissor Adilson Batista jamais tiveram chances por aqui. De fato seria uma filosofia nova de trabalho para Flamengo, Fluminense e Botafogo, deixando essa previsibilidade um pouco de lado. Não incluo o Vasco porque, apesar de o time ser fraco, tem um treinador novo, competente e que jamais havia trabalhado por aqui. Enfim, é o que eu penso.

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